quarta-feira, 16 de março de 2016

Tule na sala de aula?


Recentemente uma professora novata na escola amada que trabalho compartilhou uma experiência que a encantou: Tecidos para sua turma brincar!
Turminha agitada, com alunos fofos, porém, fofos fujões! O que fazer? Há tantos livros de “como fazer” nas entrelinhas da Educação, mas na prática, as teorias transitam de forma desordenada em nossa mente... Estafadas nos perguntamos, e agora? Sozinha darei conta de intermediar toda esta bagunça?
As fontes teóricas sempre amparam, sempre ajudam. Acredito ser a base e ponto inicial de uma pesquisa. A experiência não terá registro sem a teoria ou a reflexão sobre a teoria já existente.
Porém, na ânsia por acertar e oferecer vivências espetaculares aos nossos pequenos acabamos muitas vezes no vazio, no desespero, no “socorro, quanto mais eu vejo sugestões menos aplico, menos eu sei...”
É preciso fazer uma pausa (longa), respirar fundo e olhar para o simples. Aquele detalhe que ninguém citou que nenhuma palestra mostrou. Aquilo ali, debaixo de nosso nariz, que oferece de uma forma tão singela aos alunos vivências significativas, interação e tantos, tantos outros saberes numa brincadeira só!

Muito prazer, meu nome é tule e sou amigo da chita!


Já reparou nos olhos dos alunos quando surge um momento teatral de convidados artistas de fora, contadores de histórias maravilhosos ou músicos que contam, cantam e encantam?
Brilha infinitamente! A alegria é colorida com cacarecos, tecidos, figurinos que viajam no planeta circo, palco, praça, história e cultura tudo junto misturado. Retalhos! Sim! São eles que enchem qualquer espaço de magia teatral. Uma linguagem artística simples, porém eficaz. É como um símbolo, que quando aparece avisa: Olá! O momento mágico chegou!  Apertem seus cintos que é hora de viajar!
Esta nova colega de escola foi humilde o suficiente para pedir sugestões. Por isso compartilhei com ela minhas experiências com tecidos. E a finalidade deles: Instigar o imaginário! Abrir portas infinitas de criação, figurino, palco, artes dramáticas, jogos simbólicos, toda linguagem educativa e artística que você puder elencar. E o mais gostoso: Nem precisa dessa argumentação toda, até para não quebrar a magia. Entregue os tecidos nas mãos dos pequeninos e observe...
A professora novata ficou encantada com a criatividade, interação e entretenimento da turma com simples tecidos de chitão... Surgiram barracas, casas, roupas... A simplicidade que funciona! A alegria que combate à indisciplina da turma. A vivência que diverte e acalma. Que cria laços entre eles, trazendo a tão sonhada interação de grupos.
E o tule? É só mais um integrante desta família, tal como o cetim, a renda, a organza, o algodão cru, o chitão, o filó...
Todos são encantadores quando oferecemos às crianças. E a boa notícia é que os adultos, no caso aqui, nós educadores também fazemos parte desta festa! Podemos utilizar na hora do conto, em dias de festas à fantasia, como ornamento de sala, mesas... O que não recomendo é que morra mofado numa cortina. Cortinas podem ser alegres, mas não use apenas como decoração. Dê vida a eles. Solte, deixe-os disponíveis para manipulação. Deixe o tapete mágico voar.

Dicas de organização: Ensine a turma a zelar, dobrar e guardar em local seguro.  Faz parte da brincadeira. Precisarão ser lavados periodicamente. Para lavar em máquina é recomendável colocá-los em saquinhos telinha protetores com zíper. Faça deles algo especial, não banalize deixando-os jogados num lugar qualquer. O mistério faz parte da mágica. Ah! E empreste para outras turmas. Cada uso, uma nova história...


Imagens: Reprodução

Um comentário:

  1. Magia no ar! Isso é o que teremos! Parabéns por essa iniciativa e obrigada por compartilhar, vc arrasa!

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