quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Ideias criativas



Quando me perguntam de onde aparecem tantas ideias pedagógicas, artísticas, teatrais, bugigangariais, musicais... Respondo que é resultado de muita coisa boa que passou por minha vida referente à música, teatro, artes plásticas, livros e muitos livros que deixam 5% de seu conteúdo na memória, mas que fica e um dia encaixa! Você vai costurando uma ideia na outra e faz valer cada conhecimento. Gostar de um determinado assunto ajuda muito na hora da pesquisa (o trabalho que vira lazer).
As histórias que minha mãe contava ao pé do ouvido, os desenhos cômicos de meu pai desenhista...  Acho que minha casa sempre foi um lar de “oficinas” e amor a Arte. Lembro-me que na infância improvisávamos teatros em casa mesmo, convidávamos amiguinhos vizinhos e atrás de uma brincadeira vem outra e outra... Quando descobri lápis de cor e tesoura, minha vida nunca mais foi à mesma.
Mas o que deixo para reflexão de hoje é a busca pela inspiração. Precisamos buscar a Arte, visitando museus, bibliotecas públicas (adoro cheiro de livros velhos) exposições, feiras culturais, teatros (em Londrina o FILO é um privilégio de nossa cidade), festivais de música... E começar a formar pequenos grupos de incentivo como um “clubinho do livro”, por exemplo. Você escolhe uma obra junto com outras amigas e marcam um encontrinho para discutir.
Pequenas ações vão mudando nosso olhar, ampliando as ideias e isso reflete diretamente na hora de elaborar um planejamento. A riqueza textual não virá apenas do fato de ser professora de português. Mas dos diversos diálogos que você vai construindo no mundo artístico e intelectual. 



Agora uma dica simples e divertidíssima com todo aparato pedagógico e artístico possível (que nasceu de um espetáculo teatral em praça pública que assisti):

Já repararam que qualquer objeto desde um simples garfo ou uma banana ganha “vida” quando acrescentamos olhinhos? (vide imagem no início do post)
Ou um emaranhado de fitas de cetim, quantos efeitos pode causar?
Existem grupos teatrais famosíssimos que fazem uso desse recurso cênico (se é que posso chamar assim) e manipulam bonecos malucos, apresentando histórias incríveis. Tudo ganha vida no mundo da fantasia. A platéia mergulha de cabeça no mundo imaginário e uma simples caneta pode se transformar em um personagem encantador. De acordo com Kiara Terra ( a linda contadora de histórias da foto logo abaixo) "você vai tecendo possibilidades diversas com os objetos". As crianças participam fortalecendo ainda mais nosso trabalho.
Tive uma experiência em sala de aula utilizando sucatas, potinhos de tinta, garrafas... Utilizei contos clássicos do gênero “contos maravilhosos ou de fadas” e foi surpreendente a resposta das crianças. Experimente.
Alguns cuidados devem ser tomados antes de se aventurar: Dinamismo. Nada de contar quase morrendo ou dormindo, nem alongar muito o conto. Faça um ensaio em casa no espelho. Use onomatopeias e surpresas de “susto” para acordar a galerinha. Cante! Todo arteiro que se prese não pode ter vergonha de usar a música ou vinhetinhas durante o conto. Sensibiliza, envolve, dá vida...

by: Renata Suzue
 Imagens: Reprodução Kiara Terra <http://kiaraterra.blogspot.com.br/>
Reprodução: My Paper Crane <http://www.mypapercrane.com>
 

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