segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Folclore brasileiro: riqueza sem fim!


Bicho-papão, Saci Pererê, contos de esperteza do sapo, do macaco, contos de bichos brasileiros!
Brincadeiras de quintal, jogos de mãos, danças, cantigas de roda, roupas coloridas de chitão!
Comidas típicas, histórias mal assombradas de arrepiar os cabelos! Congelar o sangue! 
Que tanta essa riqueza folclórica que deveria ser até pecado trabalhar esse rico conteúdo apenas no mês de agosto. Que desgosto!
Apaixonada assumida, trabalho com minhas turmas, seja educação infantil ou fundamental, seja em Literatura ou Oficina da Hora do Conto... O ano inteiro!
A riqueza literária ganha destaque no meu coraçãozinho de pedra! Os clássicos brasileiros são incrivelmente apaixonantes para todas as idades. 
Uma arte puxa outra, estica daqui, estica de lá! A Música vira texto que já era poesia e vira dança que pipoca num teatro e termina na arte plástica: bora desenhar e brincar!
Brincadeiras. Que no mundo pedagógico se traduz em expressão corporal, movimento, recreação, educação física!
No meu maluco dicionário chamo de " molecagens mequetréficas". É cultura brincalhona, é estudo que parece festa! Festa na rua e no quintal. A sala de aula vira uma caixa mágica, cheia de fitas de cetim com retalhos de chita e muita imaginação.
Mas é só peru com farofa? De jeito nenhum, caríssimos amigos professores. É tudo muito bem planejado, pesquisado e fundamentado.
Simpirilim! Objetivos, recursos, gêneros textuais diversos, avaliação e eixos contemplados (refiro-me aqui a Educação Infantil).
Algumas colegas de profissão ficam confusas na hora de construir um planejamento referente ao seu projeto. 
Pense comigo: O projeto é o norte. Para cada semana vamos costurando novos temas sem perder o norte. Uma colcha de retalhos do conhecimento humano. E para esta temporada: Afinco em nossa cultura popular!
E toca gastar folclore!
Este é um Bicho-Papão bem mixuruca que não assusta ninguém. Mas é o "guardião" da Caixa Mágica cheia de histórias... Cada dia ela apronta uma com a gente!
E ainda serve de palquinho para apresentar personagens estapafúrdios! Escalafobéticos! Como a Dona Benedita. Um dia (pois ela é geniosa e só dá as pintas quando bem quer) ela aparece por aqui.
O material utilizado para esta técnica de contar histórias é bem simples.
Uma caixa de sapatos (um par de botas de cano longo mais precisamente), retalhos de tecidos de algodão (principalmente o chitão, marca registrada do Brasil), cola branca comum e bonecos malucos, feitos de feltro e papel machê..
Os recursos bacanudos para se trabalhar Folclore Brazuka são diversos! O que "pega" é que na hora do aperto docente (leia-se: desespero por um material específico) nem a dona Internet ajuda... Pois palavras-chave nem sempre abrem a porta que queremos, concorda?
Por isso no post de hoje, sem mais "lenga lengas" vou apresentar-lhes mais um segredinho da caixa mágica: http://www.lengalalenga.com.br/
Clica! Explore! Este grupo encantador de músicos brincantes apresenta uma infinitude de propostas para se trabalhar o ano todo com a criançada!
Uma palhinha:

"Lenga la lenga apresenta canções da cultura popular brasileira, através de arranjos originais que reinventam brincadeiras utilizando jogos de mãos, jogos de copos e flauta doce. O livro e o CD trazem uma idéia de brinquedo musical para cada canção, favorecendo múltiplas formas de participação no fazer musical."
Segundo Eugênio Tadeu e Miguel Queiroz (Duo Rodapião) “Lenga la lenga - jogos de mãos e copos é muito mais do que um registro de brincadeiras e canções tradicionais. Material didático estimulante, traz arranjos claros e criativos com uma pesquisa timbrística das mais interessantes. Além de excelente material pedagógico, transborda criatividade e musicalidade. Vida longa...”

Editora Ciranda Cultural, 48 páginas.

 As ilustrações me inspiram!
Adquiri esta riqueza de material na livraria Ciranda, aqui em Londrina. Por sugestão da própria dona da livraria e qual surpresa maravilhosa! Carrego pra todo lado e sigo cantarolando... "Lenga la lenga la ducha la du ê"... 

by: Renata Suzue
Imagem: Arquivo pessoal/Reprodução

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